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Solta a resenha com Lucas Henrico

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Salve rapa!

No ultimo dia 5 de fevereiro fui ao show do racionais na brook’s na Zona Sul de SP
Presenciei um fenomemo social que me fez refletir.
Porque o Racionais atingiu tanto a classe media/baixa como a classe media/alta?

É simples, quem não vive o que esses caras cantam encontra razão ouvindo a musica deles
Racionais Mc’s conseguem levar uma realidade diferente pra eles, faz com que a engrenagem musical rode
Quebram as barreiras e fazem um espetaculo digno do preço que cobraram.
Ah forma com que eles se fazem compreender independente da classe social é um bagulho absurdo.

Começaram com uma introdução que merece o grammy!
O Coringa dançando enquanto é dublado por uma voz parece um filme
Depois entraram no palco levando todo o publico ao extase.
A realidade diferente do publico não fez diferença nenhuma
cantaram todas as musicas, e compreenderam a mensagem

Na minha opnião quem fala que racionais se vendeu, nunca viu um show desses caras.
Eu me senti representado por eles lá dentro
Racionais Mc’s de fato são a voz do rap nacional
Mostra pro mundo a postura imponente que só quem passou muito veneno entende!

Senti orgulho enquanto via o show e espero que eles continuem com essa postura.

UnderSkateRapGround‏ com Paulo Black

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Sadat x é um rapper veterano dos anos 90 de 47 anos e 25 anos de vivencia na carreira do rap.
O estilo de Sadat X consiste em fazer letras inteligentes com bastante conteúdo lirico , não é para menos, afinal Sadat X já trabalhou como professor de escola primaria, já foi bombeiro e também treinador de basquete em New York, mas foi no rap underground que Sadat X se deu melhor e encontrou a sua identidade, ele também faz parte do grupo de rap Brand Nubian.
Outro fato curioso na carreira do rapper foi que no ano de 96 Sadat X participou de uma mixtape cuja temática era aumentar a conscientização da juventude negra sobre a propagação do vírus da AIDS, nesse projeto estavam também Wu Tan Clan e Fat Joe entre outros artistas, essa mixtape foi considerada uma obra prima pela mídia especializada.
Enfim vamos conferir esse ultimo trabalho do Sadat “never Left “ que esta muito bom por sinal, baixem e sintam o peso desse pioneiro do estilo bombap.
 
 
 
 

Os números de 2014 , parabéns a todos os envolvidos no blog e ano que vem tem mais.

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Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 3.100 vezes em 2014. Se fosse um bonde, eram precisas 52 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

RADIO L.O FAMILY

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Salve rapa,

 

Agora estamos também na radio online se liga na missão e ouça o nosso programa, seja ao vivo ou gravado, fique aqui com o primeiro programa teste da nossa radio:

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NO TREXO COM FBI

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Ola galera do l.a o.n.d.a , hoje estou aqui  para falar de um assunto muito polemico na minha opinião uma das análises mais correctas sobre o que se esta a passar no mundo resulta de um livro de Samuel P. Huntington, de 1996, intitulado “The Clash of Civilizations and the Remaking of World Order”. Nesse livro demonstra claramente como se estava a formar uma nova ordem mundial e que nessa nova ordem um dos factores mais decisivos era o Ressurgimento Islâmico. A seu ver a civilização islâmica estava a tornar-se cada vez mais influente a nível mundial, não apenas pela sua maior capacidade de conversão de novos crentes, mas ainda pelo maior crescimento demográfico das suas populações.

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Para Huntington a influência mundial da civilização islâmica só não era maior porque o islamismo radical não tinha um Estado religioso forte que pudesse servir de sustentáculo às suas pretensões. A esmagadora maioria dos Estados árabes não apoiava uma versão radical do islamismo, preferindo estar de bem com o Ocidente, e a única excepção, o Irão, baseava-se na corrente xiita do Islão, minoritária em face dos sunitas, o que levava a que não fosse seguido pelos militantes islâmicos radicais.   Mais guerra esta vindo.

Que Sample é esse? Com Luiz Mp

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Olá galera, agora aqui com a quinta edição de Que Sample é esse?

Dessa vez vamos falar da música da Minnie Riperton “Inside my Love”, lançada em 1975 no disco “Adventures in Paradise” e fez parte da trilha sonora do filme Jackie Brown do Quentin Tarantino.
Essa música foi tambem muito sampleada por varios artistas do rap, por isso ela é muito importante na história do rap.
O grupo A Tribe Called Quest sampleou essa música em 1993 na música “Lyrics to Go”, lançado no disco Midnight Marauders. O sample foi retirado da música da Minnie Riperton, a partir dos 3:04. Vcs ouvirão isso no link que postarei abaixo no final do texto.
Outro monstro do rap que tambem usou esse mesmo sample foi 2Pac na música “Me Against the World”, lançada em 1995 no disco com o mesmo título “Me Against the World”.
O grande produtor J Dilla tambem usou esse sample na Track 4 d seu BeatTape “Another Batch”, lançado em 1998.
O mais atual grupo q sampleou essa música foi o NYGz, na música “Raps 4 U”, produzido por Harlem Fatz em 2007 no disco “Welcome 2 G-Dom”. Mais pra variar dos seus anteriores, ele sampleou outra parte da música da Minnie Riporton, e pegou a parte do início da música dela, q tb foi sampleado pelo rapper francês Fabe em sua música “Au Fond de nos Coeurs”.
E o Nas tambem tem uma música q ainda não foi lançada oficialmente com participação do Nature e Dr. Dre chamada “Everyday Thing”, que tambem usa este mesmo sample.
Agora pra conferir, veja os Links:
Música original da Minnie Riperton “Inside my Love”: 
Sample no início (NYGz “Raps 4 U”, Fabe “Au Fond de nos Coeurs”, Nas “Everyday Thing”), e Sample aos 3:04( A Tribe Called Quest “Lyrics To Go”, 2Pac “Me Against the World”, J Dilla “Track 4”)
ou
A Tribe Called Quest “Lyrics To Go”
ou
2Pac “Me Against the World”
ou
J Dilla “Tack 4”
NYGz ” Raps 4 U”
Fabe “Au Fond de nos Coeurs”
Nas feat. Nature and Dr.Dre “Everyday Thing”

ENTREVISTA DA SEMANA

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Salve Rapazeada, hoje ao inves de eu apenas falar sobre um MC, eu vou entrevistar um
Roberto Maia conhecido como Dukes ou Sarksmo, é um MC de São Bernardo do Campo – SP
É dificil surgir rap da maneira que ele faz, soa como uma reflexão que contesta, entende a brisa?
Lucas – Eu conheci seu som por um parceiro de Santos em 2010, mano.
ai de repente vejo uma  colagem sua num som do sintese
e em seguida em uma musica do haikaiss, como aconteceu isso?
Isso aumentou seu alcance ou ajudou de alguma forma?
Dukes – Então, no caso do Síntese, eu conheço o Neto a  um tempo já, a gente sempre se falava pela net
em 2007 eu soltei um trabalho com o meu parceiro Choco chamado Para além do capital e ele se identificou bastante
naquele momento eu acredito que ele achou interessante fazer essa referência ao trabalho
eu vejo como uma homenagem e agradeço pela lembrança, esse trabalho já era de certa forma
conhecido e bem falado na época, na minha opinião foi bem positivo, muita gente que não conhecia o trabalho pode conhecer.
O lance do Haikayss eu não sabia até poucos dias atrás
um camarada comentou comigo que tinha escutado e me passou o som
achei bacana, dessa galera só conheço mesmo o Dj Sleep
com o resto da rapaziada não tenho contato.
———-
Lucas – A gente pode esperar um som seu com algum deles?
Dukes- Em relação as parcerias, com o Síntese tenho um projeto que a gente até já desenvolveu alguma coisa
mas é difícil tempo pra dar andamento com as paradas
a correria do cotidiano acaba dificultando, agora…com o Haikayss não sei, se rolar estamos ai.
——–
Lucas – Vendo de fora, mano, você não parece ter a ambição cega de ser um rapper famoso
Qual é o seu objetivo no rap?
Dukes – Realmente não tenho essa ambição, claro que quando você se dedica a fazer algo você quer ser bem recebido
de certa forma fazer alguma diferença eu acho que de alguma maneira eu consigo fazer isso da forma que eu faço
E assim as coisas vão fluindo, nunca tive a intenção de empurrar minhas músicas nas pessoas “goela a baixo”
acredito que o processo deve ser natural, vejo muito isso no rap, poucos são realmente bons na minha opinião
mas todos querem ser aceitos, hoje vejo que as pessoas tem uma necessidade até obsessiva de serem reconhecidos fazendo rap
mas nessa trajetória esquecem do estudo que é preciso ser feito antes.
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Dukes – Eu enxergo muito Brasil no seu rap, mano, aquele Brasil ABC operario memo, ta ligado?
Isso é proposital ou é reflexo do seu dia a dia?
Com certeza é reflexo do meu dia a dia, sou muito pessoal no que escrevo
automaticamente o que vivo e vejo, as relações sociais que tenho colidem o tempo todo com os meus versos
é um processo natural faz parte da minha rotina mesmo, sempre trabalhei em indústrias, vivo essa realidade diariamente.
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Lucas- Heroi morre doido ou o Doido vira heroi, mano? 
Dukes – O Herói continua morrendo doido, doido e esquecido.
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Lucas – O que você ouve ou admira do rap nacional atual, mano?
Dukes – Hoje em dia não ouço muita coisa que vem sendo feita
sinceramente pouco coisa me agrada, claro que tem alguns por ai que vem fazendo um bom trabalho
isso eu reconheço, mas é minoria, rap nacional mesmo gosto dos clássicos que eu ouvia quando era menor
faziam mais sentido pra mim…
E é isso, malokeiros, quem quiser conhecer mais do Dukes/Sarksmo
Tem muita coisa boa dele no youtube.
Até a proxima!! 😀
Lucas Gusmão.